Os princípios da criação de sites em campinas não são novidade. Você provavelmente já ouviu falar sobre a maioria deles e quase certamente já os viu em vários edifícios mais antigos. Mas o que os torna mais relevantes hoje do que nunca é o conhecimento sobre a psicologia humana. Mostra que precisamos retornar a esses princípios e criar um novo tipo de arquitetura – moderna, mas centrada no ser humano. E projetar boas fachadas é uma das partes principais desse processo.

Mas primeiro precisamos falar sobre beleza. No século passado, sob a influência da filosofia e da arte moderna, a maioria de nós adotou o ditado que “a beleza está nos olhos de quem vê”. Mas mesmo essa crença está lentamente se desfazendo graças à ciência. Claro, existem diferenças no que achamos bonito. Mas a pesquisa também mostra que, na realidade, somos muito mais semelhantes em nossas percepções de beleza. Isso porque a beleza não é apenas um conceito inexplicável e puramente subjetivo. A beleza também é um sentimento com o qual nosso cérebro responde ao ambiente e às sensações que nos ajudam a sobreviver.

O que percebemos como belo, na verdade, reflete os princípios geométricos e visuais da natureza viva, saudável e amigável. No entanto, os arquitetos ainda são treinados para ignorá-los durante seus estudos universitários. Os mesmos princípios podem ser encontrados na arquitetura vernácula e tradicional em todo o mundo, independentemente da cultura que lá viveu. Tudo mudou apenas no século 20, quando essa percepção de beleza ficou em segundo plano. E devemos mudar isso.

Então, quais são os princípios sobre os quais devemos começar a projetar fachadas bonitas e amigáveis ​​para as cidades do século 21?

  1. Simetria

Simetria na natureza sinaliza saúde. Os povos pré-históricos já apreciaram tanto a simetria dos objetos que tornaram suas ferramentas de pedra simétricas, embora não tivessem nenhuma razão funcional para isso. A simetria também foi usada com frequência na arquitetura tradicional. Mas não é apenas a simetria “global” que é importante. Muitos edifícios tradicionais não eram simétricos como um todo. Precisamos criar simetrias “locais”, manifestando-se em uma escala menor. Por exemplo, no desenho de janelas, portas, portões ou na estrutura de ornamentos.

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  1. Materiais naturais, cores e texturas

Os materiais naturais, como a madeira, têm um efeito positivo mensurável sobre os humanos. A presença de madeira com textura visível pode nos acalmar. A pedra bruta, que fica com a aspereza natural ou o gesso áspero de textura irregular e imperfeita, tem o potencial de criar uma atmosfera mais autêntica e humana do que os materiais sintéticos ou o vidro perfeito e plano. O minimalismo e a cor branca ou cinza, tão populares hoje, sinalizam um ambiente inóspito que não nos daria boas condições de sobrevivência na natureza.

  1. Padrões naturais

Temos evoluído na natureza há milhões de anos. Lá, certos princípios visuais prevalecem, por causa de como os organismos biológicos crescem. Nosso cérebro, para o qual uma rápida compreensão e mapeamento de seus arredores era muito importante, desenvolveu uma compatibilidade com a geometria da natureza.

É por isso que passar tempo na natureza tem um efeito tão benéfico sobre nós. É um ambiente no qual nosso cérebro pode se orientar facilmente. Quando visitamos um lugar familiar, ele muda até mesmo para um outro modo, da chamada “atenção não direcionada”. Durante isso, podemos regenerar melhor nossas capacidades mentais. Quando caminhamos por uma cidade, com todas as suas armadilhas, como tráfego de automóveis e geometria angular industrial, devemos usar nossa “atenção concentrada”, que esgota as capacidades de nosso cérebro.

Portanto, é importante que na arquitetura procuremos chegar o mais próximo possível da organização geométrica do ambiente natural. Por exemplo, ao escolher padrões e texturas para decorar fachadas de edifícios. Esses ornamentos não são de forma alguma supérfluos. Eles têm uma função emocional importante. Eles são, por assim dizer, alimento para nossos cérebros.

  1. Complexidade organizada e fractais

Quando olhamos para uma árvore, vemos que é visualmente muito complexa. Tem muitos pequenos detalhes, folhas e galhos. No entanto, podemos entender rapidamente os princípios de seu crescimento. Um galho cresce, se divide em dois, depois em outros dois e, após um certo número de repetições, aparecem as folhas no final.

No entanto, se olharmos mais de perto a estrutura das próprias folhas, descobriremos que princípios semelhantes são repetidos aqui novamente, apenas em uma escala diferente. A geometria natural pode ser descrita simplesmente por certas regras. E essas regras se refletiram na arquitetura por centenas e milhares de anos. A complexidade organizada é uma delas.

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Nos últimos cem anos, os arquitetos freqüentemente buscaram alcançar extremos visuais. Eles construíram edifícios minimalistas e funcionalistas que forneciam estimulação visual insuficiente e um ambiente inóspito para o cérebro humano, ou responderam a esses edifícios com uma complexidade extraordinária que não tinha essas regras geométricas fáceis de entender. Ainda hoje, a ordem das janelas e galerias costuma ser usada para fazer a fachada parecer menos organizada e entediante. Mas se esse aumento de complexidade não apresenta regras compreensíveis, é tão confuso para o cérebro quanto a falta de estímulos visuais.

  1. Escala humana e detalhes

Por último, mas não menos importante, é sobre a escala em que construímos. Do ponto de vista do planejamento urbano, é ideal manter os prédios em uma cidade com no máximo cinco andares. Isso ocorre porque é aproximadamente a distância da qual ainda podemos reconhecer os rostos das pessoas que estão por baixo e, portanto, a conexão com a vida ao redor não é perdida. Além disso, quanto mais tempo leva para descer ao térreo, mais percebemos a transição para o exterior como um “evento” separado e menos provável que façamos visitas curtas e espontâneas ao espaço público onde a comunidade é formada.

Mas não é apenas a escala do edifício como tal. A escala dos detalhes também é muito importante. Quando falamos no fato de que a fachada deve ter formas orgânicas, não estamos falando de edifícios monumentais, orgânicos, que você só verá em uma fotografia ou de um helicóptero. Estamos falando de detalhes em escala humana – ornamentos do tamanho de alguns centímetros a alguns milímetros. Por exemplo, detalhes sobre maçanetas ou cornijas.

Para começar a construir edifícios amigáveis ​​às pessoas, precisamos superar muitos obstáculos. Precisamos atualizar a educação arquitetônica com conhecimentos científicos sobre os humanos. Precisamos criar novas normas que possibilitem a criação de tais edifícios e espaços públicos. E precisamos superar o medo que muitas vezes impede os desenvolvedores e arquitetos de projetar bem. Nesse caso, porém, não devemos nos lançar em experimentos artísticos. A arquitetura deve se tornar um ofício que, com base no conhecimento científico, irá criar um bom ambiente para o bem-estar das pessoas.